Escrever um valor por extenso ainda é exigido em cheques, recibos, notas promissórias e contratos — justamente para evitar fraudes e ambiguidades. Mas na hora de transformar "R$ 1.234,56" em palavras, bate a dúvida. Este guia traz as regras e um atalho: a ferramenta de número por extenso faz a conversão automaticamente.
Por que escrever por extenso
O número em algarismos pode ser adulterado com um traço de caneta; o valor por extenso, não. Por isso documentos financeiros pedem os dois — e, em caso de divergência, vale o que está escrito por extenso.
Regras básicas
- Use "e" entre centenas e dezenas, e entre dezenas e unidades: "cento e vinte e três".
- Para valores em dinheiro, escreva a parte inteira seguida de "reais" e os centavos seguidos de "centavos": "cinquenta reais e trinta centavos".
- No singular, use "um real" e "um centavo".
- "Cem" é exato (100); a partir de 101 vira "cento e...".
Exemplos
- 100 → cem
- 1.234 → mil duzentos e trinta e quatro
- R$ 1.234,56 → mil duzentos e trinta e quatro reais e cinquenta e seis centavos
- R$ 1,00 → um real
- R$ 0,50 → cinquenta centavos
Pegadinhas comuns
Duas confusões frequentes: escrever "mil e duzentos" quando o correto, na maioria dos casos, é "mil duzentos" (o "e" entra antes da última parcela quando ela é menor que cem ou é centena redonda — por isso "mil e cem" está certo). A outra é esquecer os centavos: em documento financeiro, sempre indique-os, mesmo que sejam zero.
Faça automaticamente
Para não errar em um cheque ou contrato, use a ferramenta de número por extenso: escolha o modo "Moeda (R$)", digite o valor com vírgula nos centavos e copie o texto pronto. Ela também escreve números comuns por extenso, útil para documentos e redações.